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Entrevista Slim Jim Phantom

11.09.2013

Comemoração boa é aquela que nunca termina! Nesse espírito, mais uma entrevista exclusiva pelos cem mil acessos, o lendário baterista Slim Jim Phantom. Ao lado de Brian Setzer e Lee Rocker, formou uma das maiores banda da história do rock, The Stray Cats. Como poucos, encarnou o rock'n'roll ainda no colégio e, desde então, viveu (e sobreviveu) nessa batida simples e nervosa do rockabilly.

 

 

Ugo Medeiros - Você nasceu em Nova Iorque e desde cedo escutava jazz. Esse estilo, de fato, é o que melhor define a cidade? Naquela época, quais nomes você mais escutava?

 

Slim Jim Phantom - Eu gostava muito do Charlie Parler e de toda cena de Be Bop. Eu pensava que poderia estudar música, mas aí veio o rockabilly e ele me encontrou.

 

UM - No começo dos anos 1980, a cena do rock era marcada pela decadência das bandas progressivas e pelo florescimento do metal. Era difícil, nos EUA, receber atenção tocando rockabilly? A propósito, você poderia falar sobre a formação do The Stray Cats?

 

SJP - Nós íamos juntos para o colégio, pois morávamos no mesmo bairro. Os três tocavam música e "descobriram" o rockabilly ao mesmo tempo. Naquela época havia algumas bandas de rock bem sujas e de blues, o rockabilly era quase desconhecido...

 

UM - No que diz respeito à aceitação, o público inglês foi fundamental, não? Lá vocês ganharam status de mega banda...

 

SJP - Sim, nós éramos um sucesso no Reino Unido, eles "sacaram" o nosso som imediatamente. Rock americano sempre teve uma forte aceitação e história por lá, eles nos receberam muito bem. Fomos muito bem por lá e ganhamos visibilidade.

 

UM - O movimento punk, em geral, sempre teve muita simpatia pelo The Stray Cats. A que se deve isso?

 

SJP - Nós surgimos ao mesmo tempo que as bandas de punk originais, nós gostávamos da energia e do estilo deles. Fiz boas amizades com algumas pessoas daquela cena.

 

UM - Você tocou com o Jerry Lee Lewis, acredito, um dos seus ídolos. Como foi?

 

SJP - Jerry Lee é um cara com um caráter fantástico! Toda noite, durante as apresentações, me pegava olhando o Jerry Lee e o James Burton. Aí eu me lembrava que estava tocando com eles. Foram momentos inesquecíveis...

 

UM - Um dos melhores projetos, recentemente, foi o The Head Cats. Ao lado do Lemmy e Danny B. Harvey, vocês revisitaram o melhor das canções dos anos 1950. Como nasceu esse projeto? Como é tocar com o Lemmy?

 

SJP - O Lemmy é um amigo e músico fantástico, o conheço há trinta anos, ele é um grande conhecedor e fã do rockabilly tradiconal e do rock'n'roll. Ele toca a coisa dele e eu toco a minha, de alguma forma soa bem e funciona quando nos juntamos. O Danny é uma ótima pessoa e um músico muito talentoso, sabe muito sobre música e tecnologia. Não teríamos conseguido sem ele.

 

UM - No Brasil, muito se discute sobre quem seria o "pai" do rock: Elvis Presley ou Chuck Berry. Você tem uma opinião? Ou seria um outro nome? Ou nenhum?

 

SJP - Elvis!

 

UM - Você poderia falar um pouco mais sobre o Brian Setzer e Lee Rocker?

 

SJP - Brian e Lee são os meus verdadeiros parceiros musicais, os conheço desde sempre. Passamos por muitas experiências juntos que nunca tive, nem teria, com outras pessoas. Somos mais próximos que irmãos.

 

UM - O Rockabilly é um som vintage. Você acha possível colocar sons mais contemporâneos ou isso seria um insulto?

 

SJP - Acho necessário colocar novos elementos no rockabilly, é necessário para que a música siga em frente. O The Stray Cats tinha uma inclinação mais moderna e teve grande sucesso, agora está na hora de uma banda mais jovem fazer o mesmo...

 

UM - Há alguma banda de rockabilly recente que te chame atenção?

 

SJP - Eu gosto do The Caezars, uma banda de rock'n'roll britânica que colocou um novo espírito na coisa.

 

UM - Tatuagens e Jack Daniels são inerentes ao rock'n'roll?

 

SJP - Muita gente gosta dessa combinação, mas você deve tomar cuidado, pois não necessariamente uma coisa leva à outra...

 

UM - Você poderia definir cada desses músicos com apenas uma palavra?

 

Muddy Waters - Poderoso

Chuck Berry - Canções

Elvis Presley - Rei

Jerry Lee Lewis - Matador [Killer, apelido do Jerry]

Bo Didley - Ritmo

Fats Domino - Groove

Bill Haley - Pioneiro

Brian Setzer - Talento

Slim Jim Phantom - Sobrevivente

 

 

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