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Entrevista Pepe Bueno

15.01.2018

  Há quem diga que o rock é mais atraente em inglês e sempre torça o nariz com canções em português. Apesar de respeitar quem assim pense, atualmente não encaro os diferentes idiomas como uma barreira, faço parte do time que adota um simples critério: música BOA x música RUIM. Uma grata descoberta, graças às redes sociais, é a música de Pepe Bueno, um paulista viciado em rock'n'roll.

   Baixista da Tomada, bastante respeitada no circuito blues-rock de São Paulo, Pepe contou as origens e as influências da banda. "O Tomada é uma banda de rock que gosta de flertar com vários estilos, que gosta de música, saca? Pra mim, esse é o espirito do rock. Não podemos ter medo de testar e/ou, principalmente, de criar. Se a arte te dá essa possibilidade, por que não fazer?". O grupo lançou ano passado o disco Hoje, um trabalho marcado pela qualidade nas composições e nas partes instrumentais, "Nossa ideia no disco era ser mais abrangente sonoramente falando. Acho que fomos conseguindo isso, disco após disco, na estrada, tocando juntos e, lógico, sendo uma banda que trabalhava com nossas próprias músicas. Isso nos deixou com mais confiança na hora de compor e arranjar as músicas, com certeza isso vem com a maturidade".   

   O músico também se destaca pela carreira solo, Eu, o Estranho traz oito faixas que resgatam o melhor da psicodelia sessentista, um álbum cascudo que coloca Pepe Bueno entre os artistas brasileiros mais originais. "Considero um disco livre, solto, que pode transitar aonde e como eu quiser. Um disco muito louco, porque eu sou um cara estranho e quando entrei nesse projeto de disco, me soltei e deixei minhas loucuras florescerem", comentou. 

 

Ugo Medeiros – Como o Pepe Bueno nasceu para a música? Tenho que ser sincero, a primeira vez que vi a sua foto nas redes sociais logo pensei em Black Crowes e Lynyrd Skynyrd (rs). Você começou pelo baixo?

 

Pepe Bueno - Comecei ouvindo e vendo a Rita Lee na TV, quando eu era criança. Daí a música entrou definitivamente na minha vida. Depois, na adolescência, montei uma banda com os amigos de colégios e comecei a ter aula com Luiz Domingues (Patrulha do espaço, Chave do Sol e Pedra). Lá conheci grandes amigos como Ricardo e Marcello Schevano (Baranga e Carro Bomba) e Rodrigo Hid (Patrulha do Espaço e Pedra) e desde então entramos de cabeça no som.
E falando nessas duas bandas sulistas dos EUA, pode ter certeza absoluta, estão na minha trilha sonora!

 

UM – O Tomada já é uma banda de respeito na cena paulista, rock autoral em português. Vocês tiveram coragem e foram pra cima! Como a banda nasceu? Poderia fazer um pequeno histórico dos membros da banda?

 

PB - Começamos a tocar na noite paulista em 2000 e de lá pra cá tocamos com o Golpe de Estado, Patrulha do Espaço, Made in Brazil, Andre Christovam, Cascadura, Luiz Carlini, Baranga, entre outros tantos artistas legais. Tocamos em muitos festivais, em vários estados diferentes, participamos de muitos programas de Tvs, fomos aclamados por críticos importantes na nossa música. Participamos de  programas ao vivo de internet e rádio, já nos divertimos muito e fizemos com que muitas pessoas se divertissem também, e isso me deixa feliz.

 

UM – O primeiro disco do Tomada, Tudo em Nome do Rock n Roll (2003), é uma estreia potente. O disco abre com Notícias de ontem, que traz um solo de guitarra incrível. Soul mais, como o nome já diz, tem um groove bacana. Blues lento em C representa bem o legado do blues. Um disco que mostra bastante as suas influências...

 

PB - Nosso primeiro disco, traz uma variedade de referências da banda. Sempre curtimos a raiz do rock e com o passar do tempo conseguimos colocar mais referências na nossa musica. Isso é ótimo, não podíamos ficar parados numa música só, principalmente nos dias de hoje, eu não ficaria satisfeito.

 

UM – Uma canção do disco me chamou atenção, Humble Pie. Banda grande do classic rock, mas às vezes esquecida. Eu mesmo não a cito muito nas minhas preferências. Poderia falar sobre o Humble Pie na sua vida e para a banda? O porquê dessa homenagem?

 

PB - Eu sou um grande fã da banda e do Steve Marriot, o cara veio do Small Faces (banda mod super importante) e depois montou o Humble Pie, uma banda de rock pauleira inglesa. Os caras são da pesada, são referência pra mim, e para o pessoal do Black Crowes (rs)...

 

UM – Acho interessante, pois a batida, o espírito da banda é o rock'n'roll. De disco para disco não muda o som, é sempre aquela pegada. Os três primeiros discos parecem continuações naturais um do outro. Falo isso porque todos os discos soam assim, não tem aquele ponto fora da curva, digamos, “uma fase diferente”...

 

PB - O Tomada é uma banda de rock que gosta de flertar com vários estilos, que gosta de música, saca? Pra mim, esse é o espirito do rock. Não podemos ter medo de testar e/ou, principalmente, de criar. Se a arte te dá essa possibilidade, por que não fazer?

 

UM – O disco novo, Hoje, você considera mais maduro? Pergunto isso pois em alguns momentos que viriam um vocal mais rasgado ou um solo de guitarra virtuoso, nesse disco sinto uma coisa mais trabalhada (sem perder a batida rock'n'roll, fique claro!). Parece que a banda atingiu um ponto de maior... Não sei se é a palavra, mas, entrosamento? Sinto que a banda respirou um pouco mais entre as notas...

 

PB - Tivemos uma pequena experiência na gravadora do Marco Mazzola (Raul Seixas, Elis...) e conversamos com ele sobre musica, carreira, o que fazer e como fazer. Nossa ideia no disco era ser mais abrangente sonoramente falando. Acho que fomos conseguindo isso, disco após disco, na estrada, tocando juntos e, lógico, sendo uma banda que trabalhava com nossas próprias músicas. Isso nos deixou com mais confiança na hora de compor e arranjar as músicas, com certeza isso vem com a maturidade.

 

UM – O seu disco Eu, o Estranho foi uma das melhores coisas que escutei ultimamente. Para mim é o filho de uma noite muito louca entre Mutantes e Magical Mistery Tour. Derretimento puro! Pode falar sobre o disco? O disco tem uma ideias fantásticas!

 

PB - Muito obrigado. Considero um disco livre, solto, que pode transitar aonde e como eu quiser. Um disco muito louco, porque eu sou um cara estranho e quando entrei nesse projeto de disco, me soltei e deixei minhas loucuras florescerem. E achei o máximo isso, foi bom conviver com meu caos. Olha só como foi a gravação:

 

 

UM – Ainda há um objetivo a ser alcançado com o Tomada (tocar em um festival, gravar com algum músico específico, tocar em alguma cidade, etc)? E no projeto solo?

 

PB - Cara, o Tomada já tocou em grandes festivais (Virada Cultural SP, Araraquara Rock, Psicodalia, Goiania Noise, entre outros), em grandes casas de shows, tocamos e fizemos jams com grandes figuras, como Andre Christovam, Marcelo Gross (que toca no nosso ultimo disco). Ou seja, já fizemos muitas coisas legais. Nesse ano daremos uma puxada no freio de mão, daremos um respiro pra banda, o que vai me dar mais espaço para meus projetos solos.
Lançarei duas músicas com Os Estranhos, banda que me acompanhou nos shows que fiz, aproveitei o time e gravei com os caras. Depois do carnaval, lançarei esses sons. Também estou trabalhando com um dos compositores que mais admiro da minha geração,  Denny Caldeira. Gravamos um EP (que se chamará Menor) e estamos na fase de mixagem dele, ou seja, logo o lançaemos. 2018 será bem movimento, não consigo ficar parado.

 

UM – O seu set de instrumento é diferente quando toca sozinho ou com o Tomada?

 

PB - É bem parecido, uso meus baixos Rickenbaker e Gibson, só que nos Estranhos eu toco violão. Mas o set up normalmente é o mesmo.

 

UM – Em todos os discos do Tomada sempre tem um blues. Você não é um bluesman mas toca de forma muito honesta! Quais são os seus bluesmen favoritos?

 

PB - Sim, gosto muito de blues, tenho um projeto que quero concretizar em breve, fazer um disco de musicas inéditas com base forte no blues. Quem sabe eu consiga concretizar esse projeto? Sobre meus heróis no Blues, tenho vários, vou citar dois: Albert King e Muddy Watters. No Brasil gosto do Celso Blues Boy e André Christovam, que para mim fez o melhor disco de blues nacional, Mandinga.

 

UM – Pepe, muito obrigado pela participação! O Rio de Janeiro está meio complicado para bandas de rock autorais, mas atualmente temos um circuito de bares e pequenas casas com um bom espaço para músicos de blues. Espero te ver por aqui! Mande aí o seu último recado!

 

PB - Só posso agradecer o espaço! Quem quiser conhecer o meu trabalho, me siga nas redes sociais e ouça minhas musicas e também do Tomada.

 

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